sábado, 24 de maio de 2008

Sedentarismo


O sedentarismo é um conceito dado pela falta ou grande diminuição da actividade física. Do ponto de vista médico, sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana, com actividades ocupacionais. É um estilo de vida definido com base na ocupação e actividades realizadas fora do trabalho, incluindo o transporte de ir para o emprego, actividades desportivas e outras actividades de lazer, que se caracteriza por uma inactividade física ao longo do dia e nos tempos livres. O sedentarismo tem vários riscos para a saúde: duplica as hipóteses de uma pessoa desenvolver doenças do coração e aumenta o risco de diabetes e pressão alta. Para além disto, é a principal causa da obesidade. As crianças da actualidade estão a tornar-se cada vez mais sedentárias. Devido ao estilo de vida das famílias em que ambos os pais trabalham, as crianças passam a maior parte do tempo sozinhas e, em vez de brincarem e andarem de bicicleta, passam o tempo em frente à televisão. Os pais não têm tempo para cuidar da alimentação dos filhos, deixando-os comer comida rápida, que tem imensas calorias e, visto eles serem sedentários, essas calorias não são gastas, ficando armazenadas no organismo sob a forma de gorduras. Sendo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o sedentarismo é a maior causa de morte, doença e deficiência em todo o mundo civilizado. Cerca de dois milhões de mortes anuais são por inactividade física. É em crianças que se adquirem hábitos alimentares e de actividade física da idade adulta. Sendo assim, a infância é uma idade crucial para o desenvolvimento físico e psicológico, mas também para a criação de hábitos saudáveis, que serão importantes para a idade adulta. A definição de saúde não é algo mundial, variando de acordo com algumas implicações legais, sociais e económicas dos estados de saúde e doença. No entanto existe um definição mais aceite, que é aquela encontrada no prologa da Constituição da Organização Mundial e Saúde: um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. A percepção de saúde varia muito entre as diferentes culturas, assim quanto as crenças sobre o que traz ou retira a saúde. Pouco tempo após o fim da Segunda Guerra Mundial, época em que a Organização Mundial de Saúde foi criada, a preocupação centrava-se em traçar uma definição positiva de saúde, que incluiria factores como alimentação, actividade física, acesso ao sistema de saúde, etc. Esta preocupação devia-se ao facto de pretender criar um bem-estar social, graças à devastação causada pela guerra, assim como de um optimismo em relação à paz mundial. A OMS foi a primeira organização internacional de saúde a considerar-se responsável pela saúde mental, e não apenas pela saúde do corpo. Fazer a caracterização de saúde como um estado completo de bem-estar faz com que a saúde seja algo ideal, inatingível, o que tem suscitado várias criticas contra a definição de saúde adoptada pela OMS, visto que esta definição não pode ser utilizada como meta pelos serviços de saúde. No entanto, a definição fantasiosa de saúde é útil como um horizonte para os serviços de saúde, a definição pouco restritiva dá liberdade necessária para acções em todos os níveis da organização social. Esta visão funcional da saúde é de grande interesse para os profissionais de saúde pública e de atenção primária à saúde, visto poder ser utilizada de forma a melhorar as necessidades de cada indivíduo ou grupo.

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